Manguezais ganham protagonismo na COP 30 com novo modelo de gestão compartilhada
Os manguezais ganharam destaque na COP 30, que reuniu pesquisadores, gestores públicos e comunidades tradicionais para discutir o futuro desse ecossistema que se estende do Amapá ao Ceará. A região abriga quase 4 milhões de hectares de manguezais contínuos e tem alta relevância ambiental e social.
O ICMBio apresentou um modelo de governança que integra poder público, pesquisadores e populações tradicionais na criação de regras de uso e conservação. Essa abordagem já está em prática no Sítio Ramsar do Estuário do Amazonas, onde vem fortalecendo reservas extrativistas, atividades sustentáveis e geração de renda local.
As mudanças climáticas foram apontadas como um dos principais desafios para as comunidades costeiras, que enfrentam elevação do nível do mar, erosão e transformações nos ciclos naturais. Os manguezais, porém, são aliados importantes, atuando como grandes estocadores de carbono e como barreiras naturais contra eventos extremos.
O Maranhão se destaca nesse cenário por abrigar cerca de 36% dos manguezais do país, além de manter forte relação cultural e econômica com esse ambiente. O grande objetivo discutido na COP é unir conservação e desenvolvimento sustentável, fortalecendo o protagonismo das populações que vivem nesses territórios.
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