Greve no transporte público se intensifica e afeta milhares de passageiros na Grande São Luís



A manhã desta segunda-feira (17) foi marcada por ainda mais dificuldades para os usuários do transporte público na Grande São Luís. Depois da paralisação iniciada pela empresa 1001 na última sexta-feira, o Expresso Marina também suspendeu suas atividades devido ao atraso no pagamento dos funcionários. Com as duas empresas fora de operação, cerca de 270 ônibus deixaram de circular, ampliando o caos no deslocamento da população.

Os rodoviários do Expresso Marina decidiram paralisar as atividades após serem convocados para assinar a folha de pagamento e não receberem o salário. A empresa opera entre 60 e 70 ônibus que atendem a Cidade Operária, Cidade Olímpica, Jardim Tropical, Vila Janaína e diversas outras regiões, deixando milhares de passageiros sem atendimento. Ao mesmo tempo, os mais de 200 veículos da 1001 continuam parados, prejudicando moradores de bairros como Ribeira, Cohatrac, Parque Vitória, Alto do Turu, Vila Isabel Cafeteira, Forquilha e vários outros.

A crise ganhou força em meio ao impasse entre o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET) e a Prefeitura. O SET afirma que o Município não repassou aproximadamente R$ 7 milhões referentes ao subsídio de novembro, valor que seria destinado ao pagamento dos trabalhadores e à manutenção das operações. A Prefeitura, por sua vez, condiciona o repasse ao retorno de 100% da frota às ruas, apesar de o sistema estar operando com 80% desde fevereiro, conforme determinação judicial emitida após a última greve da categoria.

Com versões conflitantes, o cenário se agrava para empresas e trabalhadores. A Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) reforça que questões trabalhistas devem ser resolvidas diretamente pelas empresas e pelo sindicato patronal. A MOB afirma que o subsídio estadual ao sistema semiurbano está em dia e que não tem competência para intervir em conflitos internos das concessionárias.

O Sindicato dos Rodoviários alerta que outras empresas também enfrentam dificuldades e podem aderir à paralisação caso não regularizem suas pendências. O SET reforça que a continuidade do sistema está ameaçada se o impasse com o poder público não for solucionado rapidamente.

Enquanto as negociações não avançam, a população enfrenta longas filas, atrasos e incerteza sobre quando o transporte coletivo voltará a funcionar plenamente, iniciando a semana com grandes prejuízos e uma rotina totalmente comprometida.

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